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Na abertura da IV Jornada de Enfermagem, no dia 13 de maio, o Diretor-geral da FASC Prof.Henrique Pinto dos Santos, ressaltou a importância dos serviços dos técnicos de enfermagem seja no sistema de saúde público ou privado. “A profissão vai se desenvolver a partir do querer de cada um. Sejam curiosos, queiram ouvir sempre”, aconselhou o prof. Henrique.
O evento contou com a presença de profissionais que realizaram palestras educativas e informativas. Os temas apresentados foram: "Saúde coletiva, o papel assistencial e educador da equipe de enfermagem", "Multidisciplinaridade no âmbito hospitalar" e "Mercado de trabalho e o cenário profissional em Enfermagem".
Para a coordenadora do curso de Enfermagem, Débora Porto, mais uma vez, os objetivos da jornada, que são de promover a educação continuada e estimular a aprendizagem mesmo fora da sala de aula, foram atingidos, pois os alunos se mostraram interessados e participativos.
A Dra. Maria Aparecida Oliveira, que proferiu palestra sobre “Saúde Coletiva: papel assistencial e educador”, alertou os alunos sobre a importância de discutir e compreender o papel e ação assistencial e educativa do enfermeiro. “Somos criativos e agentes, devemos abrir nosso olhar e vislumbrar o ser humano no contexto que ele merece, enxergar não só as doenças, mas as necessidades emocionais”.
“Como ponto de partida, devemos considerar o enfermeiro como: prestador indiferenciado de cuidados, educador da comunidade, conscientizador, agente catalisador das políticas e programas voltados para a saúde coletiva, elemento transformador das práticas de saúde, agente de mudanças”, enfatizou.
A Dra. Aparecida concluiu sua palestra dizendo que à enfermagem cabem múltiplos papéis como cuidar gerenciando, gerenciar cuidando e educando e que está convicta do potencial significado do papel da enfermagem como eixo principal para suportar qualquer política de saúde que tenha como objetivo uma assistência de qualidade. Ainda destacou que o papel do enfermeiro no contexto brasileiro vem se transformando, concomitantemente, às mudanças do modelo de atenção à saúde. No âmbito da saúde coletiva, suas ações vêm adequando-se, gradualmente, às transformações dos perfis epidemiológicos e necessidades da população, assim como se ajustando às propostas de reorganização do sistema de saúde.
Em sua palestra “Mercado de trabalho e o cenário profissional em Enfermagem", a Dra. Roberta T. Guimarães apresentou uma análise da tendência nacional do mercado de trabalho dos enfermeiros, levando em consideração a oferta de trabalho e a demanda.
Ela ressaltou que, na década de 90, houve um crescimento acentuado de instituições e de vagas para curso técnico em enfermagem. Ela finalizou apresentando dados estatísticos sobre a profissão:
- 64,3% estão na faixa etária de 35 e 55 anos;
- 35,2% têm entre 16 e 25 anos de formados e que 20,3% se formaram após o ano 2000.
- 91,9% já estão ocupados com até um ano de formado;
- 94,4% dos profissionais formados a partir de 2000 conseguiram emprego com menos de um ano de formados;
- 70,1% trabalham em forma de plantão (180h/mês) e 30% cumprindo 40 horas semanais;
- 75,51% referiram não ter tido dificuldade de encontrar empregos nos últimos três anos.
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